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Dirson Costa

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Maestro Dirson Costa em sessão de homenagem na Câmara Municipal de Manaus (2000)

Dirson Costa nasceu no Piauí. Mas ainda jovem escolheu a Amazônia para viver. Inicialmente Roraima, de onde saiu para estudar Música no Conservatório Nacional de Música, Rio de Janeiro. Lá, habilitou-se em Composição e Regência com o maestro e compositor Heitor Villa-Lobos. Concluído os estudos, retornou à Roraima com a tarefa de desenvolver o campo da música erudita na Amazônia.

Após quase 10 anos de trabalho nesta etapa de sua missão, mudou-se para Manaus na década de 1960.

Daí em diante trabalhou incansavelmente para realizar o seu sonho de ver a música florescer na Amazônia: criou conservatório, corais, grupos de câmara, orquestras sinfônicas, jazz bands, dirigiu teatros, criou instituições musicais e culturais, implementou métodos de ensino da música, ensinou música nas escolas públicas e privadas, apresentou programa de música erudita na televisão, assessorou governos, criou uma cultura musical nas empresas privadas e autarquias, criou gerações de artistas, gestores artísticos e culturais, amantes e apreciadores da música desenvolvendo plateia para a música erudita.

Durante 40 anos de trabalho permanente manteve a atmosfera musical nos estados de Roraima e Amazonas. Em paralelo às suas atividades profissionais compôs para coral e orquestra, sua predileção no campo da composição musical.

Depois de um retiro voluntário no Rio de Janeiro para estudos musicais, retornou a Manaus no fim dos anos 1990 e compôs uma Ode para homenagear a cidade intitulando-a “Manaus em Poesia”, uma conclamação de amor à Manaus reunindo coral, solistas, orquestra, atores e bailarinos no palco. Uma parceria de dois anos com a Rede Amazônica de Rádio e Televisão. Estava inaugurada a participação empresarial efetiva na produção artística do estado. Mas, seu espírito empreendedor sabia que podia dar mais de si para a música e para a Amazônia.

Dedicou os dois últimos anos de sua vida a idealizar uma instituição que pudesse abrigar produções artísticas e culturais de cunho amazônico de forma independente e, principalmente, colaborar com o desenvolvimento cultural da região.

Pesquisas, rascunhos, reflexões, correções; finalmente, na madrugada de 16 de fevereiro de 2001 estava pronto o projeto conceitual do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia com seu Legado Filosófico e projeção de ações e impacto para os primeiros dez anos. Missão cumprida! E partiu para a Pátria Espiritual quatro dias depois daquela madrugada carnavalesca! Sobre a mesa de trabalho, sua última composição, inacabada, “Nossa Senhora de Manaus”…

Ode à Nossa Senhora de Manaus. Última composição do maestro Dirson Costa. Inacabada (2001).

BIOGRAFIA

 
 

Dirson Félix Costa nasceu em uma família de músicos na cidade de Floriano, estado do Piauí, no dia 20 de novembro de 1923. Filho caçula de Antônio Pereira da Costa (mestre da Banda de Música Euterpe) e Aurora Lira Costa (organista oficial da igreja da cidade e flautista), tinha como irmãos mais velhos Devaldino Costa (violinista) e Diva Costa (pianista).

Aos 5 anos de idade, iniciou seus estudos de música com sua mãe, com quem aprendeu a tocar flauta e piano. Aos 6 anos, com sua pequenina flauta já encantava a plateia de amigos que freqüentava sua casa todos os domingos para ouvir os saraus da família Costa. Com seu pai aprendeu vários instrumentos de sopro.

Foi assim sua infância e adolescência. Além da escola, tocava junto com sua família nos saraus familiares e na missa de domingo na igreja de sua cidade.

Mudou-se para o atual estado de Roraima em 1943, aos 20 anos, durante a explosão do garimpo de diamante; na bagagem o desejo de ser garimpeiro, um violão e a música na alma. Lá, trabalhou no garimpo do maior fazendeiro local, Adolfo Brasil, de quem conquistou profunda amizade e respeito e logo se tornou seu pupilo. No garimpo, passava as horas vagas sozinho tocando violão e compondo. A música embalou a saudade e o fez usufruir da intimidade familiar de Adolfo Brasil, um homem apaixonado por música e, mais tarde, seu mecenas. Tinha em sua casa uma sala de música com vários instrumentos musicais, onde promovia com freqüência festas e saraus. À pedido dele o jovem Dirson se apresentava tocando saxofone, flauta, piano ou violão para seus convidados demonstrando grande habilidade para a música.

Admirador de seu talento, Adolfo Brasil ao tomar conhecimento do concurso no Rio de Janeiro para formação em música, imediatamente inscreveu seu pupilo, o incentivou a concorrer à única vaga destinada à região norte e financiou sua viagem à Belém para fazer a seleção. Conquistada a vaga, Dirson Costa partiu para o Rio de Janeiro sob a tutela do governo do então Território Federal de Roraima a pedido de Adolfo Brasil. Lá, fez seus estudos no Conservatório Nacional de Música, onde foi aluno de Heitor Villa-Lobos, Lorenzo Fernandes, Vieira Brandão, Paulo Silva, Andrade Murici, Teobaldo Miranda, Itiberê Brasílio, Asdrubal Lima, Florêncio de Almeida e Gazi de Sá. Habilitou-se em composição e regência.

 

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Dirson Costa cantando no Concerto de Formatura em Música. Conservatório Nacional de Canto Orfeônico. Rio de Janeiro (1953)

 
 

Em 1953, foi aclamado orador oficial de sua turma de formatura. Foi também escolhido pelo maestro Heitor Villa Lobos, diretor da escola, para ser regente oficial do Conservatório Nacional durante as solenidades de formatura, regendo a obra do Padre Anchieta “Redondilhas” no auditório da Associação Brasileira de Imprensa.

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Dirson Costa (segundo da esquerda para direita, na última fileira) na Formatura em Música, com Villa-Lobos. Conservatório Nacional de Canto Orfeônico. Rio de Janeiro (1953)

Para conclusão do curso de Música em 1953, compôs sua primeira obra musical, o kyrie da “Missa de São Félix”, escolhida pelo seu professor de composição Heitor Villa-Lobos para regê-la em Haia, como parte do intercâmbio cultural assinado entre o Brasil e a Holanda, cujo objetivo era apresentar jovens compositores dos dois países. Esta composição é uma homenagem ao santo padroeiro de seu nome. No Piauí, naquele tempo, as crianças que nasciam no dia 20 de novembro, dia de São Félix, recebiam o nome do santo em seu nome. Em 1954, volta a Roraima e desenvolve atividades artísticas até 1961.

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Dirson Costa regendo o Coral da Secretaria de Educação do Estado de Roraima (1997)

Se instala em Manaus para reger e dar continuidade ao Coral João Gomes Júnior, criar o Conservatório Amazonense de Música Joaquim Franco e implantar a Orquestra Sinfônica do Estado do Amazonas.Daí em diante, fez pulsar uma vibrante vida musical em Manaus.

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Dirson Costa regendo o Coral e Orquestra Sinfônica Jovem do Teatro Amazonas

 
 

De 1962 a 2000 formou várias gerações de músicos, conjuntos corais e instrumentais, assim como instituições culturais por toda a cidade.

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Dirson Costa regendo a Banda Sinfônica da Escola Técnica Federal do Amazonas. Manaus (1984)

Faleceu em 20 de fevereiro de 2001 aos 77 anos, em São Paulo, não resistindo a uma cirurgia para aneurisma dissecante de aorta abdominal. Seu corpo foi sepultado em Manaus.

Apaixonado pela Amazônia, antes de partir o maestro Dirson Costa deixou escrito o seu legado para a região, onde se encontra o Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia (IDC), cujo objetivo é colaborar para o desenvolvimento cultural da Amazônia.

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Dirson Costa recebendo medalha “Cidadão de Manaus” da Câmara Municipal de Manaus, sua última homenagem em vida (2000)

Fundado em março de 2001, no mês seguinte ao seu falecimento, o IDC é, hoje, uma instituição premiada local, regional, nacional e internacionalmente pelos serviços prestados em prol da preservação cultural da Amazônia. Em 2009, apresentou a cultura ancestral da Amazônia como energia propulsora de Matriz Cultural para o mundo contemporâneo, em New York, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), durante as comemorações “Tributo à Villa-Lobos”, no centenário de Villa-Lobos, eterno mestre do Maestro Dirson Costa. E lançou no mesmo evento, o projeto Ethos Amazônida, que norteia suas ações.

Dirson Costa regendo Orquestra e Coral do Teatro Amazonas na Catedral Metropolitana de Manaus

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Informações Dirson Costa

ESCOLARIDADE

À margem direita do Médio Rio Parnaíba, no Estado do Piauí, encontra-se o município de Floriano, terra natal do Maestro Dirson Costa. Seu Estudo Primário (atual Ensino Fundamental) ocorreu todo na cidade de Floriano – PI. Após uma interrupção em seus estudos para trabalhar no garimpo do Estado de Roraima, Dirson Costa, conclui seu Curso Secundário (atual ensino médio) no Colégio Santa Terezinha, na cidade do Rio de Janeiro – RJ, em 1948.

Concluída a formação tradicional, Dirson ingressa no Conservatório Nacional de Música, na cidade do Rio de Janeiro, após passar em rigorosa seleção com candidatos de todo os estados brasileiros. Em 1953, forma-se em Música com habilitação em Composição e Regência, curso ministrado e coordenado por Heitor Villa-Lobos, com diploma registrado no número 100.070.

Este divisor de águas na vida profissional do Maestro Dirson Costa o levou a busca por mais conhecimento e aperfeiçoamento técnico. Em sua trajetória de formação profissional estudou Harmonia e Orquestração com o Professor Paulo Silva, no Rio de Janeiro, em 1950; concluiu o Curso de Especialização em Professor de Canto Orfeônico, no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, no Rio de Janeiro, em 1954.

No mesmo ano concluiu o Curso de Formação de Professor de Música no Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), também na cidade do Rio. Em 1972, cursou Música Contemporânea, em Manaus – AM.

ESTUDOS REALIZADOS

O menino do Piauí, agora Maestro Dirson Costa estudou com grandes expoentes da música brasileira. Seu mestre em Composição foi Heitor Villa-Lobos, principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que contém nuances das culturas regionais brasileiras, com os elementos das canções populares e indígenas. Em Regência de Orquestra estudou com Oscar Lorenzo Fernández, compositor brasileiro da fase nacionalista e conhecido por sua obra de apuro formal. No campo da Orquestração e Instrumentação seu professor foi o maestro e autor didático na área musical, Florêncio de Almeida Lima. Com o professor, compositor e imortal da Academia Brasileira de Música, José Vieira Brandão estudou Regência de Coral. Vieira Brandão destacou-se no cenário da música como intérprete da obra pianística de Villa-Lobos e por sua obra coral.

Dirson Costa estudou Harmonia com José Paulo Silva, autor do consagrado Manual de Harmonia adotado nas escolas de música oficiais da época. Com o crítico literário e musical José Cândido de Andrade Muricy, estudou História da Música e com Teobaldo Miranda, famoso educador brasileiro e autor de livros didáticos brasileiros, estudou Filosofia da Educação. Dirson Costa no campo avançado de sua formação estudou Etnografia e Folclore com o folclorista, músico e escritor brasileiro, Brasílio Itiberê da Cunha Luz. Os conhecimentos em Filosofia Vocal coube ao escritor e cantor lírico Asdrubal Lima orientar a formação de Dirson Costa. Com o musicólogo e criador de um método próprio de musicalização no Brasil, Gazzi de Sá, concluiu seus estudos em Análise Histórica, no Rio de Janeiro.

ATIVIDADES PROFISSIONAIS

Logo após sua formatura em 1953, no Conservatório Nacional de Música, na cidade do Rio de Janeiro, Dirson Costa tem sua primeira experiência na docência e torna-se professor de Música em escolas tradicionais cariocas como: o Colégio Anglo-Americano, Instituto Santa Terezinha e Colégio São João. Já no início de sua carreira, sente que o ensino é o melhor caminho para realizar seu desejo de fazer música e ampliar essa experiência à sua região do coração. Inicia aí sua trajetória musical, que se desenvolveu pelos estados amazônicos Roraima e Amazonas por quase 50 anos.

No ano seguinte, 1954, de retorno à Amazônia, em homenagem a seu mestre, cria e dirige o Coral Villa-Lobos no Estado de Roraima e assume a cadeira de professor de Música do Ginásio Euclides da Cunha e da Escola Normal Monteiro Lobato, também em Boa Vista – RR. Um convite inusitado em 1955 surge, e Dirson Costa aceita ser Diretor da Rádio Roraima, onde desenvolve com sucesso uma programação intensa de música erudita para os ouvintes da rádio; neste mesmo ano torna-se Regente da Banda de Música de Boa Vista – RR. A cidade começa a experimentar uma efervescência musical. Crianças, jovens e adultos sendo direcionados para a boa música. Nos palcos dos colégios e do cinema da cidade (porque não havia teatro na cidade), na igreja e no coreto da praça central podia-se assistir aos concertos do coral e da banda de música todos os domingos. Estava implantada a cultura musical no então Território Federal de Roraima pelas mãos do jovem maestro Dirson Costa, cujo trabalho incansável duraria quase dez anos ininterruptos.

Era preciso voar mais alto. Muda-se então para Manaus, no Amazonas, no início dos anos 1960 à convite da cantora lírica Cleomar dos Anjos Feitoza para assumir a direção do Coral João Gomes Júnior que estava sem regente. Dá continuidade a uma de suas paixões na música, o magistério, e assume a cadeira de professor de Música do tradicional Colégio Estadual do Amazonas. Ao mesmo tempo, à convite do comandante da Polícia Militar do Amazonas, Ormail Stoccer de Oliveira Junqueira, em 1962 assume o cargo de Regente da Banda de Música da Polícia Militar do Amazonas com a patente de 1º Tenente.

O Governador do Amazonas Artur César Ferreira Reis logo o contrata para a missão de ampliar o campo da música erudita em Manaus, a partir da criação de uma escola de música oficial. Desta forma, em 1964, a pedido de Sua Excelência, redige a mensagem à Assembleia Legislativa do Amazonas enviada pelo Governador Arthur César Ferreira Reis, criando o Conservatório Amazonense de Música “Joaquim Franco” e, em 31 de março de 1965, o Governador inaugura o Conservatório como parte das comemorações de 1 ano da “revolução” de 1964 que acontecia em todas as capitais brasileiras. Embora sua criação oficial tenha sido através da Lei Estadual 223 de junho de 1965. Dirson Costa toma posse como seu 1º Diretor.

Inicia aí um grande feito para a história da música no estado do Amazonas. O poder público assume a tarefa de possibilitar ao povo o acesso à música erudita. Os frutos desta semente se tornam gradativamente visíveis até que, no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, acompanhando a evolução dos tempos, se amplia, desenvolve e se define como política cultural do Governo do Estado do Amazonas, com orçamento próprio e instituições bem definidas no projeto cultural do país. É novo tempo. O país agora tem o seu Ministério da Cultura com consequentes Secretarias Estaduais de Cultura para desenvolver seu projeto cultural.

Após intenso trabalho, Dirson Costa e sua equipe tornam o conservatório uma referência na formação musical amazonense, com método de ensino próprio adequado para a circunstância local, fato registrado muito tempo depois na tese de doutorado da musicista Hirlândia Milon Neves, que se torna o livro “Conservatório de Música Joaquim Franco – Implementação e trajetória na cidade de Manaus” publicado em 2015 pela UEA edições. Segue o Conservatório Amazonense de Música Joaquim Franco formando gerações de músicos para o estado sob a direção do maestro Dirson Costa inundando Manaus de mais e mais música erudita. Daí saíram Corais, orquestra de câmara, grupos musicais para concertos variados pela cidade.

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Música de Câmara no Conservatório de Música Joaquim Franco- 1965

Com o desejo de amparar essa escola de música e garantir seu desenvolvimento, em 1969, o Conservatório Amazonense de Música sai da esfera do governo estadual e é incorporado à Universidade do Amazonas (UA), processo iniciado na gestão do reitor Jauari Guimarães de Souza Marinho e concluído na gestão do reitor Áderson Pereira Dutra. Dirson Costa toma posse novamente no cargo de Diretor do agora chamado Conservatório de Música da Universidade do Amazonas que, mais tarde, se transforma no Departamento de Arte da Fundação Universidade do Amazonas, hoje Curso de Música da Universidade Federal do Amazonas. As adequações institucionais são necessárias para o tempo que se apresenta.

Todo o esforço do maestro Dirson Costa para dar a Manaus uma vida musical erudita valera a pena, e a semente da música plantada por ele nos anos 1960 para ampliar a acessibilidade da música prolifera e se torna uma realidade atual.

Manaus em efervescência musical e o maestro Dirson Costa, em 1966, cria a primeira Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas, desativada mais tarde para ser recriada futuramente. Para ele sempre é tempo de recomeçar. Sua devoção à música não o deixa desanimar, sabe que o futuro sempre vem e é preciso trabalhar nos pilares do sonho.

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Dirson Costa regendo a primeira Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas – 1966

Tinha a consciência de que é preciso espalhar o gosto pela música por todas as esferas, e o magistério é uma boa oportunidade para isso. Com este pensamento amplia sua atuação no magistério e, em 1967, torna-se professor de Música do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), a escola de formação de professores mais importante da cidade, hoje Curso Normal Superior da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Em 1980, Dirson Costa compõe o Hino do Centenário do Instituto de Educação do Amazonas com a letra de Alexandre Otto.

Um marco na história institucional da Música do Estado do Amazonas acontece em 1969, quando Dirson Costa implanta a Ordem dos Músicos do Brasil – Conselho Regional do Amazonas, sendo seu 1º Presidente e registro Nº 01. Afinal, os músicos precisavam de amparo legal para suas atividades. E a profissionalização do artista sempre esteve em seu foco, pois “o artista precisa criar sua família e realizar sua vida com a sua arte”, dizia ele em rodas de conversas.

O Maestro inicia a década de 1970 com feitos importantes: cria o Coral da Universidade do Amazonas e o Coral da empresa de tecelagem T. Medeiros em Manaus, e inicia uma série de viagens por vários Estados do Brasil, autorizado pelo Magnífico Reitor da Universidade do Amazonas, Áderson Pereira Dutra, a fim de contratar novos professores de música para a profissionalização do Conservatório. Já estavam contratados pela Universidade Emanuel Coelho Maciel, de Belo Horizonte, violino; e Marysa Dulce Magalhães Solenidade Mercaldo Neder, piano. O maestro Dirson Costa contrata nesta viagem: Luiz Caetano da Silva, de Recife-PE, especialista em fagote; Carlos Rodrigues de Carvalho, de Salvador-BA, especialista em oboé; Helena de Souza Rodrigues, de Salvador-BA, especialista em flauta transversal e flauta Bloch; Nelson Eddy Menezes, de Fortaleza-CE, especialista em violino e viola.

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Coral da tecelagem T. Medeiros – 1970

Segue obstinado na sua missão de magistério. E em 1972 assume a cadeira de professor de Música no recém-criado Colégio Militar de Manaus (CMM), a convite do seu criador e primeiro comandante coronel Jorge Teixeira de Oliveira. Resultado, coral e banda de música com estudantes do Colégio Militar. Mais uma frente para a música erudita na cidade de Manaus. Assim, a cidade se amplia em admiradores, apaixonados e profissionais da música. É preciso fazer o profissional e a plateia. Caminha com esta certeza na mente e no coração. Em todas as frentes de música em que trabalhava este era o propósito maior.

Mais uma demanda musical se apresenta e o maestro Dirson Costa retorna a Boa Vista – RR em 1975 a convite do Governador do Território Federal de Roraima, Fernando Ramos Pereira, para assumir o cargo de Assessor de Assuntos Culturais. Imediatamente instala a Ordem dos Músicos do Brasil – Conselho Regional de Roraima, sendo também seu 1º Presidente e o registro Nº 01. Nesse período, cria também o Coral da Secretaria de Educação e Cultura de Roraima e presenteia o povo roraimense com memoráveis concertos.

Concluído seu trabalho em Roraima, Dirson Costa volta a Manaus em 1979 a convite do Governador do Amazonas José Lindoso para assumir a Diretoria do Teatro Amazonas, permanecendo até 1982. Com seu costumeiro entusiasmo inicia logo seu trabalho artístico. E em 4 de julho de 1979 instala o que viria a ser mais tarde o primeiro Corpo Estável do Teatro Amazonas, o Coral do Teatro Amazonas, a semente do atual Coral do Amazonas já profissionalizado.

Ainda em 1979, da esfera federal recebe do Diretor da Escola Técnica Federal do Amazonas, professor Jorge Humberto Barreto, a incumbência de criar o Setor de Música da ETFAM com a missão de humanizar o ensino técnico vigente. Foram quase dez anos de trabalho árduo com jovens talentos e muita música; dessa experiência surgiu uma nova geração de jovens formados a partir do estudo e da vivência com a música. Após os 2 primeiros anos de muito trabalho de educação musical, Dirson Costa cria em 4 de setembro de 1981 a Banda Sinfônica da ETFAM, que faz inúmeros concertos em Manaus e outros estados brasileiros representando o Amazonas.

Na área do canto, como parte do seu projeto de desenvolvimento do canto coral na cidade de Manaus, implanta conjuntos Corais em várias empresas públicas e privadas como: Coral da Petrobras (Empresa Brasileira de Petróleo – 1980); Coral da Telamazon (Companhia Telefônica do Amazonas – 1980); Coral Amazonas (privado – 1983); Coral da Portobras (Empresa de Portos Brasileira – 1984). Ainda em 1984, a pedido do Superintendente da SUFRAMA, coronel Igrejas Lopes, cria a Fundação Amazonense de Música (vinculada a Superintendência da Zona Franca de Manaus) para desenvolver a profissionalização da música clássica em Manaus. E toma posse como seu Presidente em 8 de junho de 1984.

Mas, um ano depois em 1985, a convite do Prefeito Hamilton Gondin, aceita o convite para voltar à Roraima e exerce o cargo de Secretário Municipal de Comunicação Social do Território Federal de Roraima, onde circunstancialmente foi prefeito em exercício.

Mas sua paixão pela música falou mais alto, e no ano seguinte, 1986, retorna à Manaus para logo instalar a Orquestra Sinfônica Jovem do Amazonas na Escola Técnica Federal do Amazonas. A partir de então Manaus experimenta uma ascensão na cena musical, e nascem as bases para espetáculos musicais de grande porte no futuro.

Em 1987, Dirson Costa cria a Fundação Villa-Lobos na Prefeitura de Manaus, sendo nomeado, por decreto do Prefeito Manoel Ribeiro, seu 1º Presidente. Para assegurar seu projeto musical incorpora a Orquestra Sinfônica Jovem do Amazonas e o seu grupo de canto particular o Coral Amazonas à Fundação Villa-Lobos e dirige uma série de concertos por toda a cidade mantendo a vida musical em alta.

Não tardou para mais uma vez o Governador do Estado, agora Amazonino Armando Mendes, convidá-lo para novamente assumir, em 1988, a direção artística do Teatro Amazonas e, consequentemente, do Coral do Teatro Amazonas. Como a vida musical na cidade estava em efervescência, Dirson Costa não perde tempo e cria o segundo corpo estável do Teatro Amazonas, a Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas, que mais tarde se profissionaliza por decreto do Governador Vivaldo Frota em outubro de 1990. Nessa ocasião todos os membros da Orquestra e do Coral que não tinham impedimento legal tiveram suas Carteiras de Trabalho assinadas como funcionários públicos do Estado. Era o início da profissionalização do artista no Amazonas. Esse era seu maior desejo e empenho.

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Maestro Dirson Costa e Josetito Lindoso com o Governador Vivaldo Frota-1990

O caminho estava pronto, os governantes sentiam que era importante oferecer música erudita para a população. Mais uma semente plantada por Dirson Costa floresce e dá um maravilhoso fruto e, em 1997, em novos moldes e com novos protagonistas nasce a atual Orquestra Amazonas Filarmônica.

Os anos 1980 foram muito profícuos para o maestro Dirson Costa. Mas sua preocupação em sempre amparar o artista o fez trabalhar juntamente com Josetito Lindoso (então Superintendente do Teatro Amazonas) e Cleomar dos Anjos Feitoza (cantora lírica e solista do Coral do Teatro Amazonas) nos estatutos para transformar a atual Superintendência de Teatro do Amazonas em Fundação Teatro amazonas, nos moldes do Teatro Municipal de Porto Alegre e Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Este projeto foi aprovado por decreto do então Governador Amazonino Mendes e, em 1989, o Teatro Amazonas torna-se Fundação Teatro Amazonas. Dirson Costa assume novamente o cargo de Diretor Artístico atendendo aos trâmites legais. Nos estatutos da agora Fundação Teatro Amazonas fica assegurada a criação dos três corpos estáveis do Teatro Amazonas com a devida implantação e profissionalização dos mesmos, à medida do possível: Coral, Orquestra e Corpo de Dança. Durante a década de 1990, finalmente os Corpos Estáveis do Amazonas estavam em ação profissionalmente, agora sob nova direção e sistema de trabalho. Mais uma vez, a semente do seu trabalho floresceu e deu os frutos que ele acalentara firmemente na sua serenidade. Sua crença de que Manaus teria cada vez mais uma vida musical efervescente e que o alimentara a alma se tornara realidade.

No período de 1991 a 1992, convidado pelo Governador de Roraima, Ottomar Pinto, desenvolveu em Roraima um trabalho artístico de base visando a futura instalação da Orquestra de Câmara do Estado. Ao mesmo tempo, reativa o Coral da Secretaria de Educação e Cultura de Roraima (criado por ele em abril de 1975).

Depois disso, o maestro Dirson Costa decide se dedicar a outra grande paixão, a composição. Para isso, por desejo próprio vai para o Rio de Janeiro, onde impulsiona suas atividades e estudos como compositor durante os anos de 1993 a 1995. Retorna cheio de entusiasmo para a Amazônia, e aceita de imediato o convite do Governador de Roraima Neudo Campos para implantar finalmente a Orquestra de Câmara do Estado. Em dezembro de 1995, implanta a Orquestra de Câmara de Roraima e até 1997 permanece como Assessor de Assuntos Culturais do Estado de Roraima.

No ano seguinte, 1998, retorna pela última vez a Manaus atendendo ao seu desejo interior de impulsionar suas atividades como compositor erudito. À convite da Fundação Rede Amazônica de Rádio e Televisão, em 1999, cria o Coral e a Camerata Rede Amazônica para desenvolver o Projeto “Manaus em Poesia”, cujo propósito é despertar, pelo lirismo da poesia e da música, a paixão pela cidade, culminando com seu espetáculo musical “Ode Lírica – Manaus em Poesia” apresentado no Teatro Amazonas em setembro de 2000 em comemoração aos 28 anos da Rede Amazônica de Rádio e Televisão, 500 anos do descobrimento do Brasil, 150 anos da elevação do Amazonas à categoria de Província e 152 anos da Cidade de Manaus. Uma grande celebração à nossa História. Outra via para a música estava aberta pelo maestro Dirson Costa: o empresariado se envolvendo e investindo na boa música em Manaus. Agora, não só o setor público, mas também o setor privado se empenha para desenvolver a cultura do Estado.

Sempre encantado com as possibilidades de desenvolvimento da Amazônia por meio da arte e da cultura, organiza no ano 2000 o Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amazônia deixando-o como seu legado para as gerações de todos os tempos. Enfim, idealiza uma instituição do terceiro setor social para completar o envolvimento de todas as esferas na tarefa de desenvolver pela arte e cultura de seus ancestrais o cidadão amazônida.

Último concerto. Maestro Dirson Costa rege a estreia da Orquestra Juvenil da Prefeitura de Manaus, anfiteatro da Ponta Negra- Natal de 2000
Último concerto. Maestro Dirson Costa rege a estreia da Orquestra Juvenil da Prefeitura de Manaus, anfiteatro da Ponta Negra- Natal de 2000

ATIVIDADES ARTÍSTICAS

Rege o Coral do Conservatório Nacional – Rio de Janeiro

1953

Rege a Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros – Rio de Janeiro

1953

Rege a Orquestra Sinfônica dos Marítimos – Rio de Janeiro

1953

Rege, no Teatro Amazonas, um Concerto com a Banda de Música da Polícia Militar do Amazonas e o Coral Villa-Lobos de Roraima

1962

Rege a Banda Sinfônica da Guiana Inglesa – Georgetown

1963

Regente Titular do Coral “João Gomes Júnior” – Manaus

1964

Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Amazonas

1966

Diretor Musical e arranjador do Concurso de Música Popular “Prêmio Estado do Amazonas”

1968

Diretor Musical do Conjunto de Câmara “Orfeus” – Manaus

1969

Rege vários concertos com a Orquestra Sinfônica do Amazonas, no Teatro Amazonas

1969 a 1972

Profere conferência sobre Música Popular Brasileira à convite da Fundação Cultural do Amazonas

1970

Realiza o 1º Festival de Música Popular do Amazonas

1970

Estréia a Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas, no Teatro Amazonas

11 de novembro de 1971

Programa e executa uma série de concertos à classe estudantil do Amazonas, levando a Orquestra Sinfônica e o Coral da Universidade às seguintes escolas: . Faculdade de Direito do Amazonas . Instituto de Educação do Amazonas. . Colégio Auxiliadora. . Escola Técnica Federal do Amazonas.

1972

Produz e dirige o programa semanal “É Tempo de Música” , na Canal 5 – TV Amazonas. Programa de auditório, com a Orquestra Sinfônica ao vivo

1972

É designado pelo Exmo. Governador do Território para representar Roraima no I Encontro Nacional de Cultura, em Brasília

1975

Rege vários Concertos do Coral da Secretaria de Educação e Cultura de Roraima no Palácio da Cultura – Boa Vista

1975 a 1976

Participa do 2º Encontro Nacional de Cultura, em Salvador – BA

1976

Rege o Coral da Secretaria de Educação e Cultura de Roraima no Encontro de Corais em Recife – PE

1978

Rege o Coral da Secretaria de Educação e Cultura de Roraima no II Concurso Nacional de Corais na Televisão – Belém. Projeto FUNART

1978

Ex-aluno de Villa-Lobos, participa como convidado especial no Concerto alusivo aos 20 anos da morte de seu mestre – Manaus

1979

Estréia o Coral do Teatro Amazonas

21 de dezembro de 1979

Presidente da Comissão Julgadora do ‘Estandarte de Ouro’ das Escolas de Samba – Promoção do Jornal ‘A CRÍTICA’ – Manaus

1980

À convite do Prefeito, rege o Coral do Teatro Amazonas na festa de aniversário da cidade de Manacapuru -Amazonas

Março de 1980

Convidado especial para reger o Coral do Teatro Amazonas na missa celebrada por Sua Santidade o Papa João Paulo II, na Catedral de Manaus

Julho de 1980

Rege o Coral do Teatro Amazonas no IV Festival Maranhense de Coros

4 a 7 de outubro de 1980

Realiza a “Noite dos Corais” , no Teatro Amazonas, com a participação de todos os corais da cidade

31 de outubro de 1980

Rege o Coral do Teatro Amazonas nas solenidades de abertura do VIII Congresso Brasileiro de Magistrados

Novembro de 1980

Rege o Concerto de estréia do Coral da Telamazon – Teatro Amazonas

1980

Integra, à convite da Superintendência Cultural do Amazonas, a Comissão Julgadora que atuou junto ao Concurso “Prêmio Estado do Amazonas”, na área de música

1981

Rege o Coral do Teatro Amazonas no V Festival Maranhense de Coros

1981

Rege o Concerto de Gala do Coral do Teatro Amazonas

1981

Rege o Coral da Escola Técnica Federal do Amazonas no Festival de Corais das Escolas Técnicas, Belo Horizonte

1982

Rege vários Concertos do Coral do Teatro Amazonas em Manaus

1982

Rege o Coral Amazonas nas solenidades de Semana do Aviador realizadas pela Aeronáutica, a convite do Brigadeiro Nelson Miranda

1983

Rege o Concerto de Gala do Coral Amazonas

1983

Participa do IV Painel Funarte de Regência de Coral –Rio de Janeiro

Janeiro de 1984

Rege a Banda Sinfônica da Escola Técnica Federal na 31ª Convenção Nacional dos Lions Clubes do Brasil

1984

Rege o Coral Amazonas no I Festival de Corais do Amazonas no Teatro Amazonas

1984

Rege o Coral Amazonas e a Banda Sinfônica da Escola Técnica na Festa do Guaraná, em Maués, a convite do Prefeito

1984

Participa como convidado no Concerto alusivo à semana do Aviador realizado pela Aeronáutica, na sala “João Donizetti” – Manaus

1985

Presidente da Comissão Julgadora no IV Festival Universitário de Música – Manaus

17 a 19 de outubro de 1985

Integra a Comissão Julgadora para a escolha de melhor música do carnaval/85 a convite da EMANTUR (Empresa Amazonense de Turismo)

Novembro de 1985

Rege o Concerto Sinfônico da Banda da Escola Técnica pelo Projeto “Nossa Música” no Teatro Amazonas

Outubro de 1985

Membro da Comissão Julgadora do Estandarte de Ouro – Manaus

1988

Rege o Concerto Coral-Sinfônico comemorando seus 35 anos de carreira

1988

Rege o Coral e a Orquestra Sinfônica Jovem do Amazonas pelo Projeto “Allelluia! Concerto de Natal” nas igrejas N.S. Aparecida e Sagrada Família (Japiim II) – Manaus

22 a 23 de dezembro de 1988

Presidente da Comissão Julgadora do “Estandarte de Ouro” realizado pelo jornal A Crítica – Manaus

1989

Rege o Concerto “Coral-Sinfônico” (Coral e Orquestra Sinfônica Jovem do Amazonas) em homenagem póstuma ao maestro Cláudio Santoro no Cine-Teatro Guarani- Manaus

03 de junho de 1989

Rege o Coral e a Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas no Concerto Comemorativo aos 100 anos da cidade de Boa Vista, a convite do Governador Ottomar Pinto – Roraima

Julho de 1989

Rege o Concerto de Estréia da Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas

14 e 15 de Julho de 1990

Rege a Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas tendo como solista o violinista iugoslavo Miha Pagacnik – Manaus

12 e 17 de dezembro de 1990

Rege o Coral e Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas no projeto “Allelluia! Concerto de Natal” na Catedral de Manaus

1990

Organiza o VI Festival de Música Popular de Roraima – Boa Vista

1991

Rege o Concerto de Gala do Coral da Secretaria de Educação de Roraima – Boa Vista

1991

Rege o “Concerto de Natal” com o Coral de Secretaria de Educação de Roraima no Parque Anauá – Boa Vista

Dezembro de 1995

Vence o Concurso Nacional para a escolha do “Hino de Roraima” instituído pelo Governo do Estado

1996

Rege o “Concerto de Gala” para a apresentação do Hino de Roraima com a participação do Coral da Secretaria de Educação e da Banda de Música da Polícia Militar no Palácio da Cultura– Boa Vista

1996

Rege o Concerto de Gala do Coral da Secretaria de Educação de Roraima no Palácio da Cultura – Boa Vista

1997

Por desejo próprio retorna a Manaus para dedicar-se exclusivamente à composição

1998

Inicia o Projeto Manaus em Poesia na Rede Amazônica de Televisão para exaltar o amor à cidade de Manaus e desenvolver a auto-estima amazônida em seu povo

1999

Compõe e apresenta a sua Ode Lírica “Manaus em Poesia” no Teatro Amazonas

01,02 e 03 de setembro de 2000

Rege o Concerto “Feliz Natal, Manaus!” apresentando em estréia uma orquestra sinfônica só de crianças da zona leste da cidade no anfiteatro da Ponta Negra – Manaus

21 de dezembro de 2000

CONDECORAÇÕES

Diploma de Honra ao Mérito / Roraima

1964

Condecorado pela Presidência da República com medalha de Bronze por ocasião do Sesquicentenário da Independência do Brasil.

1972

Agraciado pelo Presidente Ernesto Geisel por ocasião do Concerto Coral em sua homenagem / Roraima

1975

Diploma “Brasão de Olinda” concedido pela Secretaria de Turismo de Olinda- Pe

1978

“Medalha de Ouro” no 1º Centenário de Fundação da Escola Normal, hoje Instituto de Educação do Amazonas, pela composição do hino do centenário / Manaus

1980

Diploma de relevantes serviços para com a nobre causa da educação junto às Comunidades Brasileiras, frente à Banda de Música da Escola Técnica – Manaus

1984

Homenageado em Brasília por ocasião do Encontro Internacional de maestros, onde foram executadas suas obras pelo Coral de Brasília / Teatro Nacional

1985

Medalha de Honra ao Mérito no Festival de Bandas e Corais por ocasião dos 40 anos do SESC- Manaus-Am

1986

Medalha de Honra ao Mérito pelo Instituto Brasileiro de Antropologia da Amazônia devido aos altos serviços à cultura nacional / Manaus

1988

Medalha de honra ao Mérito pela Associação Internacional dos Amigos de Ferreira de Castro devido aos serviços prestados à Cultura, à Associação e ao humanismo / São João da Madeira / Portugal

1989

Prêmio “Destaques Amazônicos”/90 pela criação da Orquestra Sinfônica do Teatro Amazonas

1990

Diploma do Mérito Cidade de Manaus pelos relevantes serviços prestados à sociedade manauara, outorgado pela Câmara Municipal de Manaus

2000

COMPOSIÇÕES

Hino do Instituto de Educação de Roraima Monteiro Lobato

Letra: Félix Valois

Hino do Ginásio Oswaldo Cruz

Roraima

Hino do Centenário do Instituto de Educação do Amazonas

Letra: Alexandre Otto

Hino da Escola Técnica Federal do Amazonas

Letra: Raul Galdino

Hino de Manacapuru (município do Amazonas)

Letra: Jorge Tufic

Hino de Ação de Graças pelo Jubileu de Ouro da Casa da Criança

Letra: Elson Farias

Hino de Roraima

Letra: Dorval Magalhães

Tabatinga

Letra: Alfredo Fernandes

Missa de São Félix

Sinfonia nº 1

Meu Boi Bumbá

poema sinfônico

Fantasia

orquestra sinfônica

Suíte sobre Temas Brasileiros

Coro Misto e Orquestra Sinfônica

Manaus Fantasia

Orquestra de Cordas e oboé

Ave Maria

Coro Misto

O Cristo

Oratório para Coro Misto, Solistas e Orquestra Sinfônica

Súplica – Coro Misto

Poesia: Vidal Ferreira

Hóstia Santa

Coro Misto / Texto bíblico

Sonata para flauta e piano

70 anos de glória – canção marcial da Escola Técnica Federal do Amazonas

Poesia: Jorge Humberto Barreto

Aruana – Coro Misto

Letra: Índio do Brasil

Vozes – Coro Misto

Poesia: Luiz Bacellar

Canção do Rio – Coro Misto

Poesia: Moacir Andrade

O Homem – Coro Misto

Poesia: Jorge Humberto Barreto

Sanctus – Coro Misto

Vários dobrados para banda de música

Engenho – Coro Misto

Poesia: Dacosta e Silva

Manaus Saudade – Coro e Orquestra

Poesia: Alfredo Fernandes

Ode a Roraima

Letra: Amazonas Brasil

Tarde – Coro Feminino

Poesia: Tenreiro Aranha

Prece Pagã – Recitativo e Solo para Tenor

Poesia: Pereira da Silva

Águas de Manaus – Coro Masculino

Poesia: Aníbal Beça

Torres – Coro Misto

Poesia: Álvaro Maia

Soneto do Entardecer no Porto – Coro Misto

Poesia: Elson Farias

Noturno da Rampa do Mercado – Coro Misto

Poesia: Luiz Bacellar

Rio Negro – Dueto para Soprano e Tenor

Poesia: Astrid Cabral

Canto ao Poeta que meus olhos não viam – Coro Misto

Poesia: Farias de Carvalho

Canal Verde – para abertura do programa Cultural Canal Verde –TV Amazonas

Orquestra de Cordas e oboé

Nossa Senhora de Manaus – Coro e orquestra

Obra inacabada

Concerto para Saxofone e Orquestra

Obra inacabada

Arranjos para Coro

Arranjos para Banda de Música

Adaptações para Orquestra Sinfônica

Orquestrações

COMPOSIÇÕES PREMIADAS

Medalha de Ouro com a composição do Kirie da “Missa de São Félix” executada em primeira audição na Holanda, sob a regência de Villa-Lobos

1953

Premiado com a composição “Engenho”, poesia: Dacosta e Silva

1953

Medalha de Ouro com a composição “Manaus Saudade” no prêmio “Cidade de Manaus” (concurso realizado pelo governo do Estado do Amazonas por ocasião do tricentenário de Manaus).

1970

Primeiro lugar no concurso para escolha do Hino de Roraima. Realização do Governo de Roraima

1996